<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Poéticas da Experiência</title>
	<atom:link href="https://www.poeticasdaexperiencia.org/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.poeticasdaexperiencia.org</link>
	<description>Grupo de pesquisa vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFMG (linha Pragmáticas da Imagem)</description>
	<lastBuildDate>Tue, 08 Oct 2024 22:28:54 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.3</generator>

<image>
	<url>https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2018/08/cropped-logo_poeticas-1-32x32.jpg</url>
	<title>Poéticas da Experiência</title>
	<link>https://www.poeticasdaexperiencia.org</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Projeto Retratistas do Morro &#8211; Encontro com o curador Guilherme Cunha</title>
		<link>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2024/09/projeto-retratistas-do-morro-encontro-com-o-curador-guilherme-cunha/</link>
					<comments>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2024/09/projeto-retratistas-do-morro-encontro-com-o-curador-guilherme-cunha/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Poeticas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Sep 2024 16:34:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.poeticasdaexperiencia.org/?p=2484</guid>

					<description><![CDATA[Nessa semana retomaremos as atividades do Poéticas da Experiência. Buscando desdobramentos para as leituras e discussões dos textos de Ariella Azoulay, realizadas em 2024/1, teremos a alegria de receber algumas/uns convidadas/os que vão compartilhar conosco seus trabalhos de pesquisa e/ou realização artística, que passam pela retomada crítica e ressignificação de imagens de arquivo.&#160; O primeiro deles será na sexta-feira, dia 04 de outubro às 14h30, na sala 3100 da FAFICH e discutiremos o Projeto Retratistas do Morro, &#8220;um projeto de fotografias que manifestam o direito de existir na história.&#8221; Contaremos com a presença do curador, pesquisador e artista visual Guilherme Cunha e com a mediação da doutoranda Mariana Falcão. Mais informações sobre o projeto: PROGRAMAÇÃO POÉTICAS DA EXPERIÊNCIA 2024/2 Dia 18/10 &#8211; Juliana Salles de Siqueira no Poéticas Femininas Nesta data, a proposta é assistirmos à apresentação de Juliana, pesquisadora de pós-doutorado no PPGCOM/UFMG (sob supervisão de Roberta Veiga), que apresentará no grupo Poéticas Femininas sua pesquisa em torno do tema &#8220;teoria, ética e estética da fotografia diante da morte perinatal&#8221;. 01/11 &#8211; Encontro com&#160;&#160;Priscila Musa Fotógrafa e pesquisadora, autora da tese &#8220;Quem vê cara não vê ancestralidade: arquivos fotográficos e memórias insurgentes de Belo Horizonte&#8221; (2022), desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em&#160; Arquitetura e Urbanismo da UFMG (sob orientação de Renata Marquez).&#160; 06/12 &#8211; Encontro com Maria Vaz Artista visual e pesquisadora, doutoranda e mestre em artes visuais pela EBA/UFMG. Trabalha relações entre memória, esquecimento, território e imaginário, através de fabulações críticas e poéticas, interseções entre imagem e palavra e o uso de arquivos públicos e privados.&#160;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/09/poeticas-retratistas-3.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/09/poeticas-retratistas-3-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-2498" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/09/poeticas-retratistas-3-1024x1024.png 1024w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/09/poeticas-retratistas-3-300x300.png 300w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/09/poeticas-retratistas-3-150x150.png 150w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/09/poeticas-retratistas-3-768x768.png 768w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/09/poeticas-retratistas-3-200x200.png 200w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/09/poeticas-retratistas-3.png 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p>Nessa semana retomaremos as atividades do Poéticas da Experiência.</p>



<p>Buscando desdobramentos para as leituras e discussões dos textos de Ariella Azoulay, realizadas em 2024/1, teremos a alegria de receber algumas/uns convidadas/os que vão compartilhar conosco seus trabalhos de pesquisa e/ou realização artística, que passam pela retomada crítica e ressignificação de imagens de arquivo.&nbsp;</p>



<p>O primeiro deles será na sexta-feira, <strong>dia 04 de outubro às 14h30, na sala 3100 da FAFICH</strong> e discutiremos o <strong>Projeto Retratistas do Morro</strong>, &#8220;um projeto de fotografias que manifestam o direito de existir na história.&#8221; Contaremos com a presença do curador, pesquisador e artista visual Guilherme Cunha e com a mediação da doutoranda Mariana Falcão. </p>



<p>Mais informações sobre o projeto:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-pr-mio-pipa wp-block-embed-pr-mio-pipa"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="oiGjeeOOq3"><a href="https://www.premiopipa.com/retratistas-do-morro/">Retratistas do Morro</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Retratistas do Morro&#8221; &#8212; Prêmio PIPA" src="https://www.premiopipa.com/retratistas-do-morro/embed/#?secret=oiGjeeOOq3" data-secret="oiGjeeOOq3" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
</div></figure>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-instituto-moreira-salles wp-block-embed-instituto-moreira-salles"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="sVNm7U2q1J"><a href="https://ims.com.br/convida/projeto-retratistas-do-morro/">Projeto Retratistas do Morro</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Projeto Retratistas do Morro&#8221; &#8212; Instituto Moreira Salles" src="https://ims.com.br/convida/projeto-retratistas-do-morro/embed/#?secret=yKJIa7p7gC#?secret=sVNm7U2q1J" data-secret="sVNm7U2q1J" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
</div></figure>



<p><strong>PROGRAMAÇÃO POÉTICAS DA EXPERIÊNCIA 2024/2</strong></p>



<p><strong>Dia 18/10 &#8211; Juliana Salles de Siqueira no Poéticas Femininas</strong></p>



<p>Nesta data, a proposta é assistirmos à apresentação de Juliana, pesquisadora de pós-doutorado no PPGCOM/UFMG (sob supervisão de Roberta Veiga), que apresentará no grupo Poéticas Femininas sua pesquisa em torno do tema &#8220;teoria, ética e estética da fotografia diante da morte perinatal&#8221;.</p>



<p><strong>01/11 &#8211; Encontro com&nbsp;&nbsp;Priscila Musa</strong></p>



<p>Fotógrafa e pesquisadora, autora da tese &#8220;Quem vê cara não vê ancestralidade: arquivos fotográficos e memórias insurgentes de Belo Horizonte&#8221; (2022), desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em&nbsp; Arquitetura e Urbanismo da UFMG (sob orientação de Renata Marquez).&nbsp;</p>



<p><strong>06/12 &#8211; Encontro com Maria Vaz</strong></p>



<p>Artista visual e pesquisadora, doutoranda e mestre em artes visuais pela EBA/UFMG. Trabalha relações entre memória, esquecimento, território e imaginário, através de fabulações críticas e poéticas, interseções entre imagem e palavra e o uso de arquivos públicos e privados.&nbsp;<strong></strong></p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2024/09/projeto-retratistas-do-morro-encontro-com-o-curador-guilherme-cunha/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title></title>
		<link>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2024/04/10o-coloquio-cinema-estetica-e-politica/</link>
					<comments>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2024/04/10o-coloquio-cinema-estetica-e-politica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Poéticas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Apr 2024 16:45:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.poeticasdaexperiencia.org/?p=2474</guid>

					<description><![CDATA[10º Colóquio Cinema, Estética e Política O&#160;Colóquio Cinema, Estética e Política&#160;chega a sua décima edição colocando em foco a montagem cinematográfica. A proposta é destacar a trajetória e alguns dentre os muitos filmes de uma das mais importantes montadoras da história do cinema brasileiro,&#160;Cristina Amaral,&#160;abrindo com ela um diálogo sobre sua poética e seus processos de trabalho. De outro lado, buscaremos refletir, junto a outro conjunto de filmes que articulam questões relevantes para o campo das imagens na contemporaneidade, processos e formas de representação, modos de inscrição das ancestralidades, demandas políticas e urgências relativas ao meio ambiente. O marco da décima edição também oferece a ocasião, ainda que breve, de rever o trajeto teórico-conceitual desenhado desde a primeira edição, em 2011. O Colóquio também acontece em parceria com o&#160;Programa de Formação Transversal em Saberes Tradicionais da UFMG, que promove a mostra&#160;Jardins do Sagrado, apresentando um conjunto de 10 filmes realizados com mestras e mestres dos saberes tradicionais, ligados às culturas de matriz africana e indígena, abordando as relações entre plantas e espiritualidade. O Colóquio é realizado pelo Grupo de Pesquisa Poéticas da Experiência e a Mostra Jardins do Sagrado é realizada com o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte e o Cine Santa Tereza. ACESSE A PROGRAMAÇÃO COMPLETA: Programação – X Colóquio &#8220;Cinema, Estética e Política&#8221; &#124;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-large-font-size"><strong>10º Colóquio Cinema, Estética e Política</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/04/cartaz_final10.png"><img decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/04/cartaz_final10-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-2475" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/04/cartaz_final10-1024x1024.png 1024w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/04/cartaz_final10-300x300.png 300w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/04/cartaz_final10-150x150.png 150w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/04/cartaz_final10-768x768.png 768w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/04/cartaz_final10-1536x1536.png 1536w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/04/cartaz_final10-2048x2048.png 2048w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/04/cartaz_final10-200x200.png 200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p class="has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-d172f496f8a05a624a646e21da5b770c">O&nbsp;<strong>Colóquio Cinema, Estética e Política</strong>&nbsp;chega a sua décima edição colocando em foco a montagem cinematográfica.</p>



<p class="has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-a8132a1cb0e7c102519d49415ab45d2d">A proposta é destacar a trajetória e alguns dentre os muitos filmes de uma das mais importantes montadoras da história do cinema brasileiro,&nbsp;<strong>Cristina Amaral,</strong>&nbsp;abrindo com ela um diálogo sobre sua poética e seus processos de trabalho.</p>



<p class="has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-fcf416c08b063fdc7a41b21dc3f363e4">De outro lado, buscaremos refletir, junto a outro conjunto de filmes que articulam questões relevantes para o campo das imagens na contemporaneidade, processos e formas de representação, modos de inscrição das ancestralidades, demandas políticas e urgências relativas ao meio ambiente.</p>



<p class="has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-13185a3a36048f8e9d395076cd790819">O marco da décima edição também oferece a ocasião, ainda que breve, de rever o trajeto teórico-conceitual desenhado desde a primeira edição, em 2011.</p>



<p class="has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-8a38e139c65b256b25175b2af3a37d2a">O Colóquio também acontece em parceria com o&nbsp;<a href="http://www.saberestradicionais.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Programa de Formação Transversal em Saberes Tradicionais da UFMG</a>, que promove a mostra&nbsp;<em>Jardins do Sagrado</em>, apresentando um conjunto de 10 filmes realizados com mestras e mestres dos saberes tradicionais, ligados às culturas de matriz africana e indígena, abordando as relações entre plantas e espiritualidade.</p>



<p class="has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-b74b78d1050b6d5d079538f7142a32b7">O Colóquio é realizado pelo Grupo de Pesquisa Poéticas da Experiência e a Mostra Jardins do Sagrado é realizada com o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte e o Cine Santa Tereza.</p>



<p class="has-white-color has-text-color has-link-color wp-elements-7a56e7d0fd007e7c1ad717fb4cd7870d"><strong>ACESSE A PROGRAMAÇÃO COMPLETA: </strong><a href="https://www.coloquio.poeticasdaexperiencia.org/2024-2/programacao/">Programação – X Colóquio &#8220;Cinema, Estética e Política&#8221; |</a></p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2024/04/10o-coloquio-cinema-estetica-e-politica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>RETROSPECTIVA 2023!</title>
		<link>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2024/02/retrospectiva-2023/</link>
					<comments>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2024/02/retrospectiva-2023/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Poeticas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Feb 2024 20:08:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.poeticasdaexperiencia.org/?p=1999</guid>

					<description><![CDATA[Celebramos aqui, o ano de 2023 no Poéticas da Experiência!&#160; Recheado de muitas conversas, partilhas, imagens e lanches coletivos, gostaríamos de relembrar as temáticas exploradas e as poéticas e poéticos que guiaram nossos diversos encontros ao longo do ano. Fica aqui registrado o nosso MUITO OBRIGADO! 💗 No primeiro semestre do ano, exploramos os conceitos e experiências em torno da &#8220;cena&#8221;, abordada a partir de diferentes perspectivas, métodos e reflexões (Jacques Rancière, Jean Louis Comolli, Saidiya Hartman, Bertolt Brecht e outres). Em articulação com as leituras, também foram propostos exercícios analíticos pautados na &#8220;cena&#8221; &#8211; com a contribuição de poéticas e poéticos do grupo.&#160; Agradecemos imensamente às poéticas e poéticos que compartilharam suas pesquisas, referências, análises e apresentações: Luiz Coutinho, César Guimarães, Diego Souza, Iakima Delamare, Larissa Costa, Cida Moura, Josué Gomes, Renan Eduardo. Confira os temas explorados nos encontros: No segundo semestre, decidimos fazer juntes a leitura do livro &#8220;VIDAS REBELDES, BELOS EXPERIMENTOS &#8211; Histórias íntimas de meninas negras desordeiras, mulheres encrenqueiras e queers radicais&#8221;, da escritora estadunidense Saidyia Hartman. Cada encontro foi guiado pela leitura de capítulos específicos, que ao se relacionarem com os interesses e desejos de nossas pesquisas, foram abertos com associações e percepções movidxs por personagens, procedimentos, arquivos, histórias, imagens, conceitos ou outros elementos que nucleiam ou estão presentes nos segmentos do livro. Agradecemos imensamente às poéticas e poéticos que compartilharam suas pesquisas, referências, análises e apresentações esse semestre: Cláudia Mesquita, Pedro Antuña, Eduardo de Jesus, Sabrina Garcia, Alessandra Brito, Josué Victor, Marcela Lins, Clarice Flores, Giovana Lemos, Mariana Falcão, Thais Alessandra, Nathalia Gomes e Sthael Gomes. Somos gratos também pela presença das diversas pessoas que estiveram conosco nos encontros durante todo o ano: integrantes do grupo e da linha de pesquisa, alunes de diversos cursos da graduação e pós-graduação, professores parceires e outras. A presença de vocês é muito importante para a vitalidade e a continuidade do grupo! Convidamos todes para estarem conosco no próximo semestre! Que venha 2024! Beijos, força e alegria para nós!]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Celebramos aqui, o ano de 2023 no Poéticas da Experiência!&nbsp;</p>



<p>Recheado de muitas conversas, partilhas, imagens e lanches coletivos, gostaríamos de relembrar as temáticas exploradas e as poéticas e poéticos que guiaram nossos diversos encontros ao longo do ano. Fica aqui registrado o nosso MUITO OBRIGADO! 💗</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><a href="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/3.png"><img decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/3-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-2000" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/3-1024x1024.png 1024w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/3-300x300.png 300w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/3-150x150.png 150w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/3-768x768.png 768w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/3-1536x1536.png 1536w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/3-2048x2048.png 2048w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/3-200x200.png 200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Still do filme &#8220;Cavalo Dinheiro&#8221; (2014), de Pedro Costa</figcaption></figure>



<p class="has-text-align-left">No primeiro semestre do ano, exploramos os conceitos e experiências em torno da &#8220;cena&#8221;, abordada a partir de diferentes perspectivas, métodos e reflexões (Jacques Rancière, Jean Louis Comolli, Saidiya Hartman, Bertolt Brecht e outres). Em articulação com as leituras, também foram propostos exercícios analíticos pautados na &#8220;cena&#8221; &#8211; com a contribuição de poéticas e poéticos do grupo.&nbsp;</p>



<p>Agradecemos imensamente às poéticas e poéticos que compartilharam suas pesquisas, referências, análises e apresentações: Luiz Coutinho, César Guimarães, Diego Souza, Iakima Delamare, Larissa Costa, Cida Moura, Josué Gomes, Renan Eduardo.</p>



<p>Confira os temas explorados nos encontros:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A trajetória de Pedro Costa e a cena em Rancière (com Luiz Coutinho)</li>



<li>A cena documentária na perspectiva de Jean-Louis Comolli (com César Guimarães)</li>



<li>A cena documental sob três perspectivas (com Diego Souza, Iakima Delamare e Larissa Costa)</li>



<li>As imagens do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)</li>



<li>A cena de sujeição e violência em Saidiya Hartman (com Cida Moura, Josué Gomes e Renan Eduardo)</li>



<li>A cena de contradição: o modelo de Brecht e o da Cia. do Latão (com Sérgio de Carvalho)</li>
</ul>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1.png"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" data-id="2006" src="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-2006" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1-1024x1024.png 1024w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1-300x300.png 300w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1-150x150.png 150w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1-768x768.png 768w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1-1536x1536.png 1536w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1-2048x2048.png 2048w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1-200x200.png 200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1o.png"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" data-id="2002" src="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1o-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-2002" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1o-1024x1024.png 1024w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1o-300x300.png 300w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1o-150x150.png 150w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1o-768x768.png 768w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1o-1536x1536.png 1536w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1o-2048x2048.png 2048w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1o-200x200.png 200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/4.png"><img loading="lazy" decoding="async" width="4500" height="4500" data-id="2004" src="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/4-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-2004" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/4-1024x1024.png 1024w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/4-300x300.png 300w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/4-150x150.png 150w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/4-768x768.png 768w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/4-1536x1536.png 1536w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/4-2048x2048.png 2048w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/4-200x200.png 200w" sizes="(max-width: 4500px) 100vw, 4500px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/latao_final.png"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" data-id="2001" src="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/latao_final-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-2001" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/latao_final-1024x1024.png 1024w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/latao_final-300x300.png 300w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/latao_final-150x150.png 150w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/latao_final-768x768.png 768w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/latao_final-1536x1536.png 1536w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/latao_final-2048x2048.png 2048w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/latao_final-200x200.png 200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/MST2.png"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" data-id="2003" src="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/MST2-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-2003" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/MST2-1024x1024.png 1024w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/MST2-300x300.png 300w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/MST2-150x150.png 150w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/MST2-768x768.png 768w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/MST2-1536x1536.png 1536w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/MST2-2048x2048.png 2048w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/MST2-200x200.png 200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/sexta3.png"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" data-id="2005" src="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/sexta3-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-2005" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/sexta3-1024x1024.png 1024w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/sexta3-300x300.png 300w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/sexta3-150x150.png 150w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/sexta3-768x768.png 768w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/sexta3-1536x1536.png 1536w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/sexta3-2048x2048.png 2048w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/sexta3-200x200.png 200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>
</figure>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/2o-Tema-do-Semestre.png"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/2o-Tema-do-Semestre-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-2007" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/2o-Tema-do-Semestre-1024x1024.png 1024w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/2o-Tema-do-Semestre-300x300.png 300w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/2o-Tema-do-Semestre-150x150.png 150w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/2o-Tema-do-Semestre-768x768.png 768w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/2o-Tema-do-Semestre-1536x1536.png 1536w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/2o-Tema-do-Semestre-2048x2048.png 2048w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/2o-Tema-do-Semestre-200x200.png 200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p>No segundo semestre, decidimos fazer juntes a leitura do livro &#8220;VIDAS REBELDES, BELOS EXPERIMENTOS &#8211; Histórias íntimas de meninas negras desordeiras, mulheres encrenqueiras e queers radicais&#8221;, da escritora estadunidense Saidyia Hartman. Cada encontro foi guiado pela leitura de capítulos específicos, que ao se relacionarem com os interesses e desejos de nossas pesquisas, foram abertos com associações e percepções movidxs por personagens, procedimentos, arquivos, histórias, imagens, conceitos ou outros elementos que nucleiam ou estão presentes nos segmentos do livro.</p>



<p>Agradecemos imensamente às poéticas e poéticos que compartilharam suas pesquisas, referências, análises e apresentações esse semestre: Cláudia Mesquita, Pedro Antuña, Eduardo de Jesus, Sabrina Garcia, Alessandra Brito, Josué Victor, Marcela Lins, Clarice Flores, Giovana Lemos, Mariana Falcão, Thais Alessandra, Nathalia Gomes e Sthael Gomes.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" data-id="2011" src="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1-1-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-2011" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1-1-1024x1024.png 1024w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1-1-300x300.png 300w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1-1-150x150.png 150w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1-1-768x768.png 768w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1-1-1536x1536.png 1536w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1-1-2048x2048.png 2048w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/1-1-200x200.png 200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/2.png"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" data-id="2012" src="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/2-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-2012" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/2-1024x1024.png 1024w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/2-300x300.png 300w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/2-150x150.png 150w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/2-768x768.png 768w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/2-1536x1536.png 1536w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/2-2048x2048.png 2048w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/2-200x200.png 200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/3.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" data-id="2009" src="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/3-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-2009" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/3-1024x1024.jpg 1024w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/3-300x300.jpg 300w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/3-150x150.jpg 150w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/3-768x768.jpg 768w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/3-200x200.jpg 200w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/4.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="1080" data-id="2010" src="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/4-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-2010" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/4-1024x1024.jpg 1024w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/4-300x300.jpg 300w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/4-150x150.jpg 150w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/4-768x768.jpg 768w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/4-200x200.jpg 200w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/4.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/5-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" data-id="2013" src="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/5-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-2013" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/5-1024x1024.jpg 1024w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/5-300x300.jpg 300w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/5-150x150.jpg 150w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/5-768x768.jpg 768w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/5-1536x1536.jpg 1536w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/5-2048x2048.jpg 2048w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/5-200x200.jpg 200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>
</figure>



<p>Somos gratos também pela presença das diversas pessoas que estiveram conosco nos encontros durante todo o ano: integrantes do grupo e da linha de pesquisa, alunes de diversos cursos da graduação e pós-graduação, professores parceires e outras. A presença de vocês é muito importante para a vitalidade e a continuidade do grupo!</p>



<p>Convidamos todes para estarem conosco no próximo semestre! Que venha 2024!</p>



<p>Beijos, força e alegria para nós!</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/20231215_171744-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="577" src="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/20231215_171744-1024x577.jpg" alt="" class="wp-image-2008" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/20231215_171744-1024x577.jpg 1024w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/20231215_171744-300x169.jpg 300w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/20231215_171744-768x432.jpg 768w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/20231215_171744-1536x865.jpg 1536w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/20231215_171744-2048x1153.jpg 2048w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2024/02/20231215_171744-200x113.jpg 200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2024/02/retrospectiva-2023/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Poéticas da Experiência realizará leitura coletiva de &#8220;Vidas Rebeldes, Belos Experimentos&#8221;, livro de Saidiya Hartman!</title>
		<link>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2023/09/poeticas-da-experiencia-realizara-uma-leitura-coletiva-de-vidas-rebeldes-belos-experimentos-livro-de-saidiya-hartman/</link>
					<comments>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2023/09/poeticas-da-experiencia-realizara-uma-leitura-coletiva-de-vidas-rebeldes-belos-experimentos-livro-de-saidiya-hartman/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Poeticas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Sep 2023 18:23:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[noticia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.poeticasdaexperiencia.org/?p=1821</guid>

					<description><![CDATA[Nesse semestre, o Poéticas da Experiência vai se dedicar a leitura de Saidiya Hartman! Na última sexta (08/09) , em nosso primeiro encontro do semestre, decidimos fazer juntes, a leitura do livro &#8220;Vidas rebeldes, belos experimentos &#8211; histórias íntimas de meninas negras desordeiras, mulheres encrenqueiras e queers radicais&#8221;, de Saidyia Hartman. 📚 A ideia é que façamos diferentes &#8220;entradas&#8221; ao livro, movidxs por personagens, procedimentos, arquivos, histórias, imagens, conceitos ou outros elementos que nucleiam ou estão presentes nos segmentos do livro, e que podem deflagrar associações e pensamentos. A definição dessas &#8220;entradas&#8221; será feita no próximo encontro, depois que todxs tivermos o primeiro contato com o livro (quem ainda não teve). Combinamos de levar sugestões de possíveis caminhos, talvez relacionados aos nossos interesses e desejos de pesquisa, no dia 22/09. Quem desejar contribuir, apresentando uma proposta de leitura, deve indicar, na ocasião, o(s) segmento(s) do livro que propõe lermos juntxs. ✨ Para o dia 22/09, Cláudia Mesquita e Pedro Antuña apresentarão suas leituras dos seguintes trechos do livro: &#8211; Nota sobre o método (pg. 11 a 13)&#8211; A terrível beleza do gueto e Uma figura menor (pg. 23 a 55) Além do dia 22/09, teremos &#8211; a princípio &#8211; encontros nos dias 06/10, 27/10, 24/11 e 15/12. Quando definido, divulgaremos o cronograma completo!]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p></p>



<p class="has-black-color has-text-color">Nesse semestre, o Poéticas da Experiência vai se dedicar a leitura de Saidiya Hartman!</p>



<p class="has-black-color has-text-color">Na última sexta (08/09) , em nosso primeiro encontro do semestre, decidimos fazer juntes, a leitura do livro &#8220;Vidas rebeldes, belos experimentos &#8211; histórias íntimas de meninas negras desordeiras, mulheres encrenqueiras e queers radicais&#8221;, de Saidyia Hartman.</p>



<p class="has-black-color has-text-color">📚 A ideia é que façamos diferentes &#8220;entradas&#8221; ao livro, movidxs por personagens, procedimentos, arquivos, histórias, imagens, conceitos ou outros elementos que nucleiam ou estão presentes nos segmentos do livro, e que podem deflagrar associações e pensamentos.</p>



<p class="has-black-color has-text-color">A definição dessas &#8220;entradas&#8221; será feita no próximo encontro, depois que todxs tivermos o primeiro contato com o livro (quem ainda não teve). Combinamos de levar sugestões de possíveis caminhos, talvez relacionados aos nossos interesses e desejos de pesquisa, no dia 22/09. Quem desejar contribuir, apresentando uma proposta de leitura, deve indicar, na ocasião, o(s) segmento(s) do livro que propõe lermos juntxs.</p>



<p class="has-black-color has-text-color">✨ Para o dia 22/09, Cláudia Mesquita e Pedro Antuña apresentarão suas leituras dos seguintes trechos do livro:</p>



<p class="has-black-color has-text-color">&#8211; Nota sobre o método (pg. 11 a 13)<br>&#8211; A terrível beleza do gueto e Uma figura menor (pg. 23 a 55)</p>



<p class="has-black-color has-text-color">Além do dia 22/09, teremos &#8211; a princípio &#8211; encontros nos dias 06/10, 27/10, 24/11 e 15/12. Quando definido, divulgaremos o cronograma completo!</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2023/09/poeticas-da-experiencia-realizara-uma-leitura-coletiva-de-vidas-rebeldes-belos-experimentos-livro-de-saidiya-hartman/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Poéticas da luta e políticas de articulação</title>
		<link>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2022/04/poeticas-da-luta-e-politicas-de-articulacao/</link>
					<comments>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2022/04/poeticas-da-luta-e-politicas-de-articulacao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Poeticas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Apr 2022 14:21:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curadorias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.poeticasdaexperiencia.org/?p=974</guid>

					<description><![CDATA[Aiano Bemfica1 e Luís Flores2 A vida organizada em torno dos filmes” é uma definição amplamente aceita para a cinefilia tradicional. Mas nesse momento, quando o mundo está em ebulição e o planeta à beira de uma catástrofe, tal concepção de amor ao cinema soa irresponsável, até narcisista. O que precisamos agora é de uma cinefilia que esteja em pleno contato com seu momento presente global – que o acompanhe, que se mova e viaje com ele. Não importa o quão ardente e apaixonado seja nosso amor por esse meio, o mundo é maior e vastamente mais importante do que o cinema (Girish Shambu, 2019)3. &#8220;Decía el Viejo Antonio que la libertad tenía qué ver también con el oído, la palabra y la mirada. Que la libertad era que no tuviéramos miedo a la mirada y a la palabra del otro, del diferente. Pero también que no tuviéramos miedo de ser mirados y escuchados por los otros. Y luego agregó que el miedo se podía oler, y que abajo y arriba ese miedo despedía un olor diferente. Dijo además que la libertad no estaba en un lugar, sino que había que hacerla, construirla en colectivo. Que, sobre todo, no se podía hacer sobre el miedo del otro que, aunque diferente, es como nosotros (Subcomandante Marcos, 2006)4. Era ainda a primeira metade de 2020, quando começamos a pensar formas de elaborar uma curadoria para integrar o site do Poéticas da Experiência. Estávamos recém-submersos nos impactos e nas transformações que o contexto de pandemia, moldado pela gestão nefasta do Governo Federal, impôs a todas e todos. Assim como muitas pessoas e coletivos mundo afora, tentávamos entender de que maneira responder ao novo cenário, de que modos reorganizar nossas vidas e nossas possibilidades de existir no mundo. Parecia um desafio tremendo continuar fazendo coisas concretas, que sempre nos foram prementes e fundamentais: con-viver, celebrar encontros, partilhar ideias e ações, pensar e construir, coletivamente, um outro mundo possível, um mundo outro. Foi no bojo dessa busca que surgiu, dentro do nosso grupo de pesquisa, a ideia de criar uma curadoria relacionada às nossas pesquisas e inquietações. Passados mais de dois anos do nosso impulso inicial, quando enfim conseguimos dar corpo à proposta que aqui compartilhamos, o Brasil já acumula mais de 663 mil mortos pela COVID-19 (11% das mortes no mundo, em um país que tem apenas 3% da população mundial), e ultrapassa a marca de 30 milhões de pessoas contaminadas — representando cerca de 6% dos dados globais de contágio. Consequências, vale repetir, da política genocida do capitalismo, do rentismo e do militarismo, forças que se agrupam em torno de Bolsonaro, impulsionada pelo discurso negacionista que agrava o quadro social de um país que sofre, ademais, com o empobrecimento e com o aumento da carestia. O experimento que movemos (e que nos moveu), entranhado no desejo de restabelecer os laços e os encontros de luta no presente, foi o de inverter um pouco a chave daquilo que se entende, convencionalmente, por curadoria artística, isto é, a seleção especializada de determinados objetos estéticos a partir de um prisma subjetivo mais focalizado. Em vez disso, quisemos experimentar a curadoria como um locus de encontro (provisório e restrito, é certo) para a combinação de lutas que se fazem inadiáveis, mesmo diante do fim do mundo, pois brotam e crescem no limiar improvável de incontáveis mundos que acabam e ressurgem diariamente. Se uma crise sanitária em escala global é cenário novo para os que vivemos neste século, são muitas outras as crises que vêm violando, desde tempos remotos, diversos grupos, territórios e formas de existência. Desde o despojo como prática colonial, ao abandono histórico das periferias urbanas, passando pelas violências sistêmicas em todos os campos da existência; em um mundo que se quer organizado pelos de cima, como o nosso, não se pode amar, pensar, cultuar, ocupar, partilhar ou lutar de maneira livre, sem sofrer com os vilipêndios do poder estabelecido e seus discursos pretensiosamente hegemônicos. A imposição, muitas vezes, é de ordem estética, e vai moldando silenciosamente — pelas vias do streaming, da Netflix, da Amazon, da HBO, do velho império de Hollywood reeditado — as possibilidades de existir debaixo do céu, modelando, normatizando, homogeneizando as manifestações plurais da vida sobre a terra. Onde uns querem impor, pela velha força da violência e da exploração, o consenso do que é e do que se forma, representando e reduzindo o tecido social a fórmulas comerciais (e comercializáveis) de política e de liberdade, nosso intuito foi o de escutar aqueles que lutam e resistem, os que defendem a vida, em âmbitos muito concretos. Por meio “da escuta, da palavra e do olhar”, como fala o Viejo Antonio, em uma das epígrafes que abrem este texto, a busca pela liberdade vem sendo construída e a história transformada por movimentos que, ainda que limitados em escala, são articulados “a partir da consciência organizada de grupos e coletivos que se conhecem e se reconhecem mutuamente, abaixo e à esquerda, e que constroem outra política” (Subcomandante Marcos, 2006, p. 8). Concordando com Girish Shambu que “o mundo é maior e vastamente mais importante do que o cinema”, nos pareceu decisivo reinventar o processo curatorial como um lugar não apenas de reflexão e construção de sentido, a partir de uma montagem entre obras, mas de articulação de lutas e pensamentos emancipatórios, de modo a tecer diálogos com pessoas que cotidianamente constroem possibilidades para superar as crises de “um mundo em ebulição” em um “planeta à beira de uma catástrofe”.&#160;Talvez como resposta ao nosso absoluto — ou relativo — isolamento, uma das muitas consequências do período pandêmico (que partilhamos), passamos a ver a curadoria também como território de articulação política, reconhecendo-a como sítio de encontro para diferentes pensamentos, convocando e atravessando obras que, juntas, impulsionam formas outras de construção de escutas, palavras e olhares. Convidamos, então, lutadoras e lutadores populares, lideranças ativas em alguns dos processos mais importantes de continuidade e reinvenção do presente, para construírem, conosco, não um programa curatorial rigidamente delimitado,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right" id="12nota"><em>Aiano Bemfica<sup><a href="#nota1">1</a></sup> e Luís Flores</em><sup><a href="#nota2">2</a></sup></p>



<p></p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%"></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:60%">
<p id="3nota" style="font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.078), 15px);"><em>A vida organizada em torno dos filmes” é uma definição amplamente aceita para a cinefilia tradicional. Mas nesse momento, quando o mundo está em ebulição e o planeta à beira de uma catástrofe, tal concepção de amor ao cinema soa irresponsável, até narcisista. O que precisamos agora é de uma cinefilia que esteja em pleno contato com seu momento presente global – que o acompanhe, que se mova e viaje com ele. Não importa o quão ardente e apaixonado seja nosso amor por esse meio, o mundo é maior e vastamente mais importante do que o cinema (Girish Shambu, 2019)<sup><a href="#nota3">3</a></sup>.</em></p>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%"></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:60%">
<p id="4nota" style="font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.078), 15px);"><em>&#8220;Decía el Viejo Antonio que la libertad tenía qué ver también con el oído, la palabra y la mirada. Que la libertad era que no tuviéramos miedo a la mirada y a la palabra del otro, del diferente. Pero también que no tuviéramos miedo de ser mirados y escuchados por los otros. Y luego agregó que el miedo se podía oler, y que abajo y arriba ese miedo despedía un olor diferente. Dijo además que la libertad no estaba en un lugar, sino que había que hacerla, construirla en colectivo. Que, sobre todo, no se podía hacer sobre el miedo del otro que, aunque diferente, es como nosotros (Subcomandante Marcos, 2006)<sup><a href="#nota4">4</a></sup>.</em></p>



<p></p>
</div>
</div>



<p><strong></strong>Era ainda a primeira metade de 2020, quando começamos a pensar formas de elaborar uma curadoria para integrar o site do Poéticas da Experiência. Estávamos recém-submersos nos impactos e nas transformações que o contexto de pandemia, moldado pela gestão nefasta do Governo Federal, impôs a todas e todos. Assim como muitas pessoas e coletivos mundo afora, tentávamos entender de que maneira responder ao novo cenário, de que modos reorganizar nossas vidas e nossas possibilidades de existir no mundo. Parecia um desafio tremendo continuar fazendo coisas concretas, que sempre nos foram prementes e fundamentais: <em>con-viver</em>, celebrar encontros, partilhar ideias e ações, pensar e construir, coletivamente, um outro mundo possível, <em>um mundo outro</em>. Foi no bojo dessa busca que surgiu, dentro do nosso grupo de pesquisa, a ideia de criar uma curadoria relacionada às nossas pesquisas e inquietações.</p>



<p>Passados mais de dois anos do nosso impulso inicial, quando enfim conseguimos dar corpo à proposta que aqui compartilhamos, o Brasil já acumula mais de 663 mil mortos pela COVID-19 (11% das mortes no mundo, em um país que tem apenas 3% da população mundial), e ultrapassa a marca de 30 milhões de pessoas contaminadas — representando cerca de 6% dos dados globais de contágio. Consequências, vale repetir, da política genocida do capitalismo, do rentismo e do militarismo, forças que se agrupam em torno de Bolsonaro, impulsionada pelo discurso negacionista que agrava o quadro social de um país que sofre, ademais, com o empobrecimento e com o aumento da carestia.</p>



<p>O experimento que movemos (e que nos moveu), entranhado no desejo de restabelecer os laços e os encontros de luta no presente, foi o de inverter um pouco a chave daquilo que se entende, convencionalmente, por curadoria artística, isto é, a seleção especializada de determinados objetos estéticos a partir de um prisma subjetivo mais focalizado. Em vez disso, quisemos experimentar a curadoria como um <em>locus</em> de encontro (provisório e restrito, é certo) para a combinação de lutas que se fazem inadiáveis, mesmo diante do fim do mundo, pois brotam e crescem no limiar improvável de incontáveis mundos que acabam e ressurgem diariamente. Se uma crise sanitária em escala global é cenário novo para os que vivemos neste século, são muitas outras as crises que vêm violando, desde tempos remotos, diversos grupos, territórios e formas de existência. Desde o despojo como prática colonial, ao abandono histórico das periferias urbanas, passando pelas violências sistêmicas em todos os campos da existência; em um mundo que se quer organizado pelos de cima, como o nosso, não se pode amar, pensar, cultuar, ocupar, partilhar ou lutar de maneira livre, sem sofrer com os vilipêndios do poder estabelecido e seus discursos pretensiosamente hegemônicos.</p>



<p>A imposição, muitas vezes, é de ordem estética, e vai moldando silenciosamente — pelas vias do streaming, da Netflix, da Amazon, da HBO, do velho império de Hollywood reeditado — as possibilidades de existir debaixo do céu, modelando, normatizando, homogeneizando as manifestações plurais da vida sobre a terra. Onde uns querem impor, pela velha força da violência e da exploração, o consenso do que <em>é</em> e do que <em>se forma</em>, representando e reduzindo o tecido social a fórmulas comerciais (e comercializáveis) de política e de liberdade, nosso intuito foi o de escutar aqueles que lutam e resistem, os que defendem a vida, em âmbitos muito concretos.</p>



<p>Por meio “<em>da escuta, da palavra e do olhar</em>”, como fala o Viejo Antonio, em uma das epígrafes que abrem este texto, a busca pela liberdade vem sendo construída e a história transformada por movimentos que, ainda que limitados em escala, são articulados <em>“a partir da consciência organizada de grupos e coletivos que se conhecem e se reconhecem mutuamente, abaixo e à esquerda, e que constroem outra política” </em>(Subcomandante Marcos, 2006, p. 8). Concordando com Girish Shambu que “o mundo é maior e vastamente mais importante do que o cinema”, nos pareceu decisivo reinventar o processo curatorial como um lugar não apenas de reflexão e construção de sentido, a partir de uma montagem entre obras, mas de articulação de lutas e pensamentos emancipatórios, de modo a tecer diálogos com pessoas que cotidianamente constroem possibilidades para superar as crises de “um mundo em ebulição” em um “planeta à beira de uma catástrofe”.&nbsp;Talvez como resposta ao nosso absoluto — ou relativo — isolamento, uma das muitas consequências do período pandêmico (que partilhamos), passamos a ver a curadoria também como território de articulação política, reconhecendo-a como sítio de encontro para diferentes pensamentos, convocando e atravessando obras que, juntas, impulsionam formas outras de construção de escutas, palavras e olhares. Convidamos, então, lutadoras e lutadores populares, lideranças ativas em alguns dos processos mais importantes de continuidade e reinvenção do presente, para construírem, conosco, não um programa curatorial rigidamente delimitado, mas uma rede aberta de filmes e pensamentos. Às/aos convidadas/os, propusemos que indicassem uma ou mais obras e, a partir delas, gravassem um comentário que estabelecesse possíveis relações entre o(s) filme(s) e o mundo.</p>



<p>Não propomos, aqui, o cinema que decorre simplesmente dos códigos do bom gosto padronizado, e muito menos o cinema que advém da normatização histórica, ideológica e comercial das manifestações imagéticas que atravessam o nosso mundo. Queremos, isso sim, compartilhar um cinema vivo, diverso, pulsante, um cinema cuja poética expresse algo da vontade inalienável de corpos e olhares viventes, em movimento insubmisso com o sopro das lutas de nosso tempo, um cinema que não se faça como experiência estética cômoda e condicionada, mas, antes, como atmosfera — meio — pulsante de imagens que fortalecem as formas de emancipação e de articulação política.</p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<p><strong>NOTAS</strong></p>



<p id="nota1" style="font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.078), 15px);"><sup><a href="#12nota">1</a></sup> Mestre em comunicação social pela Universidade Federal de Minas Gerais e membro do grupo de pesquisa Poéticas da Experiência, vinculado à linha Pragmáticas da Imagem, é também graduado em Antropologia Social pela mesma universidade. Paralelo ao seu percurso acadêmico, é cineasta e militante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas e realiza filmes intimamente ligados aos processos políticos contemporâneos. Em um trabalho que busca aproximar os dois eixos de sua trajetória, se dedica a pesquisar intersecções entre as lutas sociais e a produção/circulação de imagens realizadas no bojo destes processos. Lattes: <a href="http://lattes.cnpq.br/7764526174770889">http://lattes.cnpq.br/7764526174770889</a></p>



<p id="nota2" style="font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.078), 15px);"><sup><a href="#12nota">2</a></sup> Doutor em Comunicação Social pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais, com pesquisa dedicada ao cineasta alemão Harun Farocki. Mestre em Cinema pelo Programa de Pós-graduação em Artes da EBA-UFMG, com dissertação dedicada ao cineasta francês Max Ophuls, com o título Max Ophuls, mestre de cerimônias: mise en scène reflexiva em La ronde e Lola Montès. Graduado em Ciência da Computação pelo DCC/UFMG. Professor, educador, curador e pesquisador de cinema, atua também como ensaísta e tradutor. Organizador dos livros O Cinema de Trinh T. Minh-ha (2015) e O Cinema de Rithy Panh (2013). Curador das retrospectivas dos cineastas Rithy Panh (CCBB, 2013) e Trinh T. Minh-ha (Caixa Cultural, 2015) no Brasil. Curador do Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte nos anos de 2015, 2016 e 2017. Curador do forumdoc.bh no ano de 2015. Desde 2019, é curador do Cinecipó — Festival do Filme Insurgente, desde 2019. Desde 2020, é curador da Lona &#8211; Mostra Cinemas e Territórios, uma iniciativa do MLB &#8211; Movimento de Lutas nos Bairros, Vilas e Favelas. Participa do projeto artístico e educativo Coletivo de Cinema, voltado para a inclusão do audiovisual nas escolas públicas. Organiza o programa educativo gratuito Cinema — Sensação de Mundo, destinado ao público infantil. Lattes: <a href="http://lattes.cnpq.br/5896277282332288">http://lattes.cnpq.br/5896277282332288</a></p>



<p id="nota3" style="font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.078), 15px);"><sup><a href="http://3nota">3</a></sup> Passagem do texto “Por uma nova cinefilia”, de Girish Shambu, traduzido por Ingá Patriota e publicada na Revista Cinética em 20 de abril de 2020. Disponível em: <a href="http://revistacinetica.com.br/nova/traducao-de-por-uma-nova-cinefilia-girish-shambu/">http://revistacinetica.com.br/nova/traducao-de-por-uma-nova-cinefilia-girish-shambu/</a></p>



<p id="nota4" style="font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.078), 15px);"><sup><a href="http://4nota">4</a></sup> Passagem de “Tocar el Verde &#8211; Calendário e Geografia de la Destrucción&#8221;, terceira parte do livro “Ni centro, ni periferia” que reúne falas do vocero zapatista Subcomandante Marcos (2006, p.33).</p>



<p></p>



<p class="has-text-align-center">* * *</p>



<p></p>



<p><strong>Convidada: Capitã Pedrina (Capitã da Guarda de Massambique de Nossa Senhora das Mercês de Oliveira, MG</strong>)<strong><br>Filme: <em>Café com Canela</em> (Ary Rosa e Glenda Inácio, 2017)</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://vimeo.com/704145553/15ebb341ac
</div></figure>



<p><strong>“Café com Canela” (Ary Rosa e Glenda Inácio, 2017, 102min)</strong></p>



<p>O filme ficou disponível neste post até o dia 18/5/22. Agradecemos à diretora e ao diretor, às/aos produtoras/es e às/aos distribuidoras/es pela janela de exibição generosa!</p>



<p class="has-text-align-center">* * *</p>



<p></p>



<p><strong>Convidado: Pai Sidney – Tat&#8217;etu Odesidoji<br>Filme: <em>Besouro</em> (João Daniel Tikhomiroff, 2009)</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://vimeo.com/704150307/7b19e6ebc8
</div></figure>



<p><strong>“Besouro” (João Daniel Tikhomiroff, 2009, 95min)</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Besouro   O filme   Completo   2009" width="1290" height="726" src="https://www.youtube.com/embed/NhrSIxqDSEw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p></p>



<p class="has-text-align-center">* * *</p>



<p></p>



<p><strong>Convidado: Gabriel Lopo (Jornalista e Produtor Cultural)<br>Filmes: <em>A luta do povo</em> (Renato Tapajós, 1980) e <em>Pandelivery</em> (Guimel Salgado e Antônio Matos, 2020)</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://vimeo.com/704151941/c99782d95b
</div></figure>



<p><strong>“A Luta do Povo” (Renato Tapajós, 1980, 30min)</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A luta do povo (1980) - dir. Renato Tapajós" width="1290" height="726" src="https://www.youtube.com/embed/fg6WbDwLS6s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><strong>“Pandelivery” (Guimel Salgado e Antônio Matos, 2020, 15min)</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Pandelivery - Quantas vidas vale o frete grátis?" width="1290" height="726" src="https://www.youtube.com/embed/gwL9QdS7kbA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p></p>



<p class="has-text-align-center">* * *</p>



<p></p>



<p><strong>Convidada: Letícia Oliveira (MAB)<br>Filme: <em>Mineiros</em> (Amanda Dias, 2020) e <em>O Povo Constrói </em>(2020)</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://vimeo.com/704152328/57553eee90
</div></figure>



<p><strong>Mineiros (Amanda Dias, 2020, 23&#8242;)</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Documentário - Mineiros" width="1290" height="726" src="https://www.youtube.com/embed/facBD6e44oM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><strong>O Povo Constrói (2020, 13&#8242;)</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="O Povo Constrói | Documentário" width="1290" height="726" src="https://www.youtube.com/embed/dwYMSVqdLyA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p></p>



<p class="has-text-align-center">* * *</p>



<p></p>



<p><strong>Convidado: Frei Gilvander (Comunicador e Assessor Nacional da Comissão Pastoral da Terra &#8211; CPT)<br>Filme: <em>Mataram Irmã Dorothy</em> (Daniel Junge, 2008)</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://vimeo.com/704156839/8003f32a3e
</div></figure>



<p><strong>“Mataram Irmã Dorothy” (Daniel Junge, 2008, 100min)</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Mataram Irmã Dorothy - Documentário" width="1290" height="726" src="https://www.youtube.com/embed/bg7HJa3NE8g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p></p>



<p class="has-text-align-center">* * *</p>



<p></p>



<p><strong>Convidadxs: Coletivo Olhares (Im)Possíveis<br>Filmes: &#8220;Ano 2020&#8221; e &#8220;Contramonumento 1&#8221;</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://vimeo.com/704158045
</div></figure>



<p><strong>“Ano 2020” (Coletivo Olhares (Im)Possíveis, 2021, 16min)</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://vimeo.com/704255176/d241593038
</div></figure>



<p><strong>“Contramonumento #1” (Coletivo Olhares (Im)Possíveis, 2022, 10min)</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://vimeo.com/704237226/d7503ddebd
</div></figure>



<p></p>



<p class="has-text-align-center">* * *</p>



<p></p>



<p><strong>Convidado: Edinho Vieira (Cineasta e Coordenador Nacional do Movimento de Lua nos Bairros, Vilas e Favelas &#8211; MLB)<br>Filme: <em>A vizinhança do tigre</em> (Affonso Uchoa, 2014)</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://vimeo.com/704162211/2bd6549c93
</div></figure>



<p><strong>“A Vizinhança do Tigre”<em> (Affonso Uchoa, 2014, 95min)</em></strong> — <a rel="noreferrer noopener" href="https://vimeo.com/ondemand/avizinhancadotigrevod/325878771" target="_blank">Clique aqui para alugar</a><br><strong>(Caso alguém deseje obter um link de acesso individual, gratuitamente, fazer contato com Luís Flores — 031 9-8487-5413)</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe src="https://player.vimeo.com/video/325878771?dnt=1&amp;app_id=122963" width="1290" height="726" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture"></iframe>
</div></figure>



<p></p>



<p class="has-text-align-center">* * *</p>



<p><strong>AGRADECIMENTOS</strong></p>



<p>André Brasil, Arthur Medrado, Capitã Pedrina, Cardes Amâncio, Coletivo Olhares (Im)Possíveis, Daniel Queiroz, Edinho Vieira, Ester Antonieta, Frei Gilvander, Gabriel Lopo, Izabella Bontempo, Letícia Oliveira, Letícia Péret, Pai Sidney – Tat&#8217;etu Odesidoji</p>



<p><strong>APOIO</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://embaubafilmes.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="722" src="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2022/04/Screen-Shot-2022-04-28-at-23.50.50-1024x722.webp" alt="" class="wp-image-1021" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2022/04/Screen-Shot-2022-04-28-at-23.50.50-1024x722.webp 1024w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2022/04/Screen-Shot-2022-04-28-at-23.50.50-300x211.webp 300w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2022/04/Screen-Shot-2022-04-28-at-23.50.50-768x541.webp 768w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2022/04/Screen-Shot-2022-04-28-at-23.50.50.webp 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2022/04/poeticas-da-luta-e-politicas-de-articulacao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>2ª Edição de &#8220;A mise-en-film da fotografia no documentário brasileiro e um ensaio avulso&#8221;, de Glaura Vale</title>
		<link>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2020/12/2a-edicao-de-a-mise-en-film-da-fotografia-no-documentario-brasileiro-e-um-ensaio-avulso-de-glaura-vale/</link>
					<comments>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2020/12/2a-edicao-de-a-mise-en-film-da-fotografia-no-documentario-brasileiro-e-um-ensaio-avulso-de-glaura-vale/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Poeticas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Dec 2020 20:55:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[mise-en-film]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.poeticasdaexperiencia.org/?p=886</guid>

					<description><![CDATA[A Relicário Edições disponibiliza, para download gratuito, a 2ª edição de A mise-en-film da fotografia no documentário brasileiro e um ensaio avulso, de Glaura Cardoso Vale. Publicada originalmente em 2016, com prefácio de César Guimarães, a versão de 2020 conta com orelha escrita por Nina Tedesco e prefácio à segunda edição escrito por Cláudia Mesquita. O livro, que se encontrava esgotado, investiga a mise-en-film da fotografia procurando demonstrar como a imagem fotográfica é requerida na elaboração da memória das pessoas filmadas a partir de dois temas: “Álbuns de família” e “Retratos da dor”. Tendo em vista esses dois eixos temáticos e a solicitação da fotografia como dispositivo de rememoração, os ensaios aqui reunidos abordam os seguintes filmes: Acácio (Marília Rocha, 2008), Moscou (Eduardo Coutinho, 2009), Nos olhos de Mariquinha (Cláudia Mesquita e Junia Torres, 2008), Retratos de identificação (Anita Leandro, 2014) e Cabra marcado para morrer (Eduardo Coutinho, 1984). Foi incorporado a esta edição um ensaio posterior dedicado ao múltiplo da fotografia que trabalha com Travessia (Safira Moreira, 2017) e Inconfissões (Ana Galizia, 2017). Como um signo especial que guarda, em si, o efeito paradoxal de ser presença da ausência e ausência da presença, noção benjaminiana retomada por vários/as estudiosos/as da imagem, ao trazer à luz tais fotografias, os filmes acabam por reinseri-las na linha do tempo. Dessa forma, uma história individual ou coletiva pode ser redescoberta, repensada, submetida ao olhar crítico. Já o ensaio avulso destaca as relações entre a leitura e a escrita do movimento no cinema de Aloysio Raulino, e, em particular, uma enigmática (e borgeana) passagem de Inventário da rapina (1986) desse importante fotógrafo e realizador brasileiro. A mise-en-film da fotografia no documentário brasileiro foi resultado da pesquisa de pós-doutoramento de Glaura Cardoso Vale junto ao PPGCOM-UFMG, com bolsa PNPD/CAPES (2013-2016). Link para download: https://www.relicarioedicoes.com/livros/a-mise-en-film/]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="368" height="567" src="http://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2020/12/glaura-2-edicao.jpg" alt="" class="wp-image-888" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2020/12/glaura-2-edicao.jpg 368w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2020/12/glaura-2-edicao-195x300.jpg 195w" sizes="(max-width: 368px) 100vw, 368px" /></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p>A Relicário Edições disponibiliza, para download gratuito, a 2ª edição de <strong><em>A mise-en-film da fotografia no documentário brasileiro e um ensaio avulso</em></strong>, de Glaura Cardoso Vale. Publicada originalmente em 2016, com <strong>prefácio de César Guimarães</strong>, a versão de 2020 conta com <strong>orelha escrita por Nina Tedesco</strong> e <strong>prefácio à segunda edição escrito por Cláudia Mesquita</strong>. O livro, que se encontrava esgotado, investiga a <em>mise-en-film</em> da fotografia procurando demonstrar como a imagem fotográfica é requerida na elaboração da memória das pessoas filmadas a partir de dois temas: <strong>“Álbuns de família” e “Retratos da dor”</strong>.</p>
</div>
</div>



<p> Tendo em vista esses dois eixos temáticos e a solicitação da fotografia como dispositivo de rememoração, os ensaios aqui reunidos abordam os seguintes filmes: <strong><em>Acácio</em> (Marília Rocha, 2008), <em>Moscou</em> (Eduardo Coutinho, 2009), <em>Nos olhos de Mariquinha</em> (Cláudia Mesquita e Junia Torres, 2008), <em>Retratos de identificação</em> (Anita Leandro, 2014) e <em>Cabra marcado para morrer</em> (Eduardo Coutinho, 1984)</strong>. Foi incorporado a esta edição um ensaio posterior dedicado ao múltiplo da fotografia que trabalha com <strong><em>Travessia</em> (Safira Moreira, 2017) e <em>Inconfissões </em>(Ana Galizia, 2017)</strong>. Como um signo especial que guarda, em si, o efeito paradoxal de ser presença da ausência e ausência da presença, noção benjaminiana retomada por vários/as estudiosos/as da imagem, ao trazer à luz tais fotografias, os filmes acabam por reinseri-las na linha do tempo. Dessa forma, uma história individual ou coletiva pode ser redescoberta, repensada, submetida ao olhar crítico. Já o ensaio avulso destaca as relações entre <strong>a leitura e a escrita do movimento no cinema de Aloysio Raulino</strong>, e, em particular, uma enigmática (e borgeana) passagem de <strong><em>Inventário da rapina</em> (1986)</strong> desse importante fotógrafo e realizador brasileiro. <em>A mise-en-film da fotografia no documentário brasileiro</em> foi resultado da pesquisa de pós-doutoramento de <strong>Glaura Cardoso Vale </strong>junto ao PPGCOM-UFMG, com bolsa PNPD/CAPES (2013-2016).</p>



<p>Link para download: <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.relicarioedicoes.com/livros/a-mise-en-film/" target="_blank">https://www.relicarioedicoes.com/livros/a-mise-en-film/</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2020/12/2a-edicao-de-a-mise-en-film-da-fotografia-no-documentario-brasileiro-e-um-ensaio-avulso-de-glaura-vale/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Exibições da Formação Transversal em Saberes Tradicionais da UFMG</title>
		<link>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2020/12/exibicoes-da-formacao-transversal-em-saberes-tradicionais-da-ufmg/</link>
					<comments>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2020/12/exibicoes-da-formacao-transversal-em-saberes-tradicionais-da-ufmg/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Poeticas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2020 13:50:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[cinecipó]]></category>
		<category><![CDATA[formação transversal]]></category>
		<category><![CDATA[saberes tradicionais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.poeticasdaexperiencia.org/?p=891</guid>

					<description><![CDATA[A Formação Transversal em Saberes Tradicionais da UFMG apresenta sua produção audiovisual em dois festivais brasileiros durante o mês de dezembro: o 9º Cinecipó e o 9º CachoeiraDoc. A primeira delas é uma mostra especial integrante do 9º Cinecipó &#8211; Festival do Filme Insurgente, na qual é exibida uma parcela significativa das realizações audiovisuais da Formação Transversal. Desde 2014, no esforço de criar práticas pluri-epistêmicas de ensino e pesquisa, o Programa de Formação Transversal em Saberes Tradicionais da UFMG acolheu dezenas de mestras e mestres das culturas afro-brasileiras, indígenas e populares, que ministram disciplinas oferecidas a todos os cursos de graduação. Em consonância com a atenta escuta que essas disciplinas exigem, o Programa criou diferentes formatos audiovisuais – Videoaulas, Documentários, Retratos e Cantos – que buscam colocar em cena o encontro entre os saberes tradicionais e o conhecimento acadêmico. Todo esse trabalho vem sendo desenvolvido de modo partilhado entre professores, alunos e mestres tradicionais, num esforço metodológico conjunto de aprendizado e realização audiovisual. Para mais informações, acesse: https://cinecipo.com.br/sessao-especial.html Além dessa mostra, acontece no CachoeiraDoc &#8211; 9º Festival de Documentários de Cachoeira a apresentação do filme &#8220;Retrato da Mestra Makota Valdina&#8221;, de Cesar Guimarães e Pedro Aspahan, produzido também no âmbito da Formação Transversal. A exibição integra as Sessões Especiais do Festival em homenagem à Makota Valdina. Como descreve Amaranta Cesar, coordenadora artística do CachoeiraDoc, &#8220;a pretexto de nos falar sobre cinema e sua relação com os terreiros, Makota Valdina, professora, militante negra, ambientalista, defensora dos direitos das mulheres e liderança religiosa do Nzo Onimboyá, terreiro de nação angola em Salvador, nos legou essa instrução de sabedoria política, uma lição de vida, numa das sessões do CachoeiraDoc, em sua última realização, datada de setembro de 2017. De lá para cá, o CachoeiraDoc fez uma pausa forçada por dois anos, e em março de 2019, de modo precoce e inesperado, Makota Valdina nos deixou. E aqui estamos, retomando o festival e oferecendo alimento para sua memória, pingando água na terra fértil que ela foi, que ela é. Homenageá-la é a forma que encontramos de nos juntar ao trabalho de fecundação do presente com a força da ancestralidade para garantia de vida. Como diz Conceição Evaristo, o ancestral coloca o novo no mundo&#8221;. Ficha técnica:Com: Makota Valdina (Terreiro Nzo Onimboyá, Salvador, Bahia)Direção: César Guimarães e Pedro AspahanProdução:&#160;Saberes Tradicionais UFMGFotografia e Montagem: Pedro AspahanSom Direto: Guilherme Brant DrumondEntrevista: César GuimarãesAgradecimento: Alice Pinto e Junior Pakapyn (Terreiro Nzo Onimboya) Para mais informações, acesse https://www.cachoeiradoc.com.br/festival/filmes/retrato-da-mestra-makota-valdina-minas-gerais/]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Formação Transversal em Saberes Tradicionais da UFMG apresenta sua produção audiovisual em dois festivais brasileiros durante o mês de dezembro: o 9º Cinecipó e o 9º CachoeiraDoc. </p>



<p>A primeira delas é uma <strong>mostra especial integrante do 9º Cinecipó &#8211; Festival do Filme Insurgente</strong>, na qual é exibida uma parcela significativa das realizações audiovisuais da Formação Transversal.</p>



<p>Desde 2014, no esforço de criar práticas pluri-epistêmicas de ensino e pesquisa, o Programa de Formação Transversal em Saberes Tradicionais da UFMG acolheu dezenas de mestras e mestres das culturas afro-brasileiras, indígenas e populares, que ministram disciplinas oferecidas a todos os cursos de graduação. Em consonância com a atenta escuta que essas disciplinas exigem, o Programa criou diferentes formatos audiovisuais – <em>Videoaulas, Documentários, Retratos e Cantos </em>– que buscam colocar em cena o encontro entre os saberes tradicionais e o conhecimento acadêmico. Todo esse trabalho vem sendo desenvolvido de modo partilhado entre professores, alunos e mestres tradicionais, num esforço metodológico conjunto de aprendizado e realização audiovisual.</p>



<p>Para mais informações, acesse: <a href="https://cinecipo.com.br/sessao-especial.html">https://cinecipo.com.br/sessao-especial.html</a></p>



<p>Além dessa mostra, acontece no <strong>CachoeiraDoc &#8211; 9º Festival de Documentários de Cachoeira a apresentação do filme &#8220;Retrato da Mestra Makota Valdina&#8221;, de Cesar Guimarães e Pedro Aspahan</strong>, produzido também no âmbito da Formação Transversal. A exibição integra as Sessões Especiais do Festival em homenagem à Makota Valdina.</p>



<p>Como descreve Amaranta Cesar, coordenadora artística do CachoeiraDoc, &#8220;a pretexto de nos falar sobre cinema e sua relação com os terreiros, Makota Valdina, professora, militante negra, ambientalista, defensora dos direitos das mulheres e liderança religiosa do Nzo Onimboyá, terreiro de nação angola em Salvador, nos legou essa instrução de sabedoria política, uma lição de vida, numa das sessões do CachoeiraDoc, em sua última realização, datada de setembro de 2017. De lá para cá, o CachoeiraDoc fez uma pausa forçada por dois anos, e em março de 2019, de modo precoce e inesperado, Makota Valdina nos deixou. E aqui estamos, retomando o festival e oferecendo alimento para sua memória, pingando água na terra fértil que ela foi, que ela é. Homenageá-la é a forma que encontramos de nos juntar ao trabalho de fecundação do presente com a força da ancestralidade para garantia de vida. Como diz Conceição Evaristo, o ancestral coloca o novo no mundo&#8221;.</p>



<p><strong>Ficha técnica:</strong><br>Com: Makota Valdina (Terreiro Nzo Onimboyá, Salvador, Bahia)<br>Direção: César Guimarães e Pedro Aspahan<br>Produção:&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="http://www.saberestradicionais.org/" target="_blank">Saberes Tradicionais UFMG</a><br>Fotografia e Montagem: Pedro Aspahan<br>Som Direto: Guilherme Brant Drumond<br>Entrevista: César Guimarães<br>Agradecimento: Alice Pinto e Junior Pakapyn (Terreiro Nzo Onimboya)</p>



<p>Para mais informações, acesse <a href="https://www.cachoeiradoc.com.br/festival/filmes/retrato-da-mestra-makota-valdina-minas-gerais/">https://www.cachoeiradoc.com.br/festival/filmes/retrato-da-mestra-makota-valdina-minas-gerais/</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2020/12/exibicoes-da-formacao-transversal-em-saberes-tradicionais-da-ufmg/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como viver de arte? &#8211; Exposição com curadoria de Anna Karina Bartolomeu e Patrícia Azevedo</title>
		<link>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2020/12/como-viver-de-arte-exposicao-com-curadoria-de-anna-karina-bartolomeu-e-patricia-azevedo/</link>
					<comments>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2020/12/como-viver-de-arte-exposicao-com-curadoria-de-anna-karina-bartolomeu-e-patricia-azevedo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Poeticas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2020 13:48:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[viver de arte]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.poeticasdaexperiencia.org/?p=901</guid>

					<description><![CDATA[Esta exposição, curada por Anna Karina Bartolomeu, integrante do grupo Poéticas da Experiência, e também por Patrícia Azevedo, apresenta, nas palavras das curadoras, &#8220;um recorte da produção de Fotografia da Escola de Belas Artes da UFMG, um lugar de encontro de diferentes interesses, saberes e perfis, por compor a formação básica e complementar de diversos cursos de graduação da universidade. Foram selecionados trabalhos orientados por Patrícia Azevedo em disciplinas da área, obras que buscam provocar o pensamento sobre a fotografia e seus modos de funcionamento numa paisagem tomada pelas imagens, onde se adensam redes de comunicação, privadas ou públicas, múltiplos dispositivos e programas, além de teias de verdades e mentiras&#8221;. Para mais informações, acesse: https://www.behance.net/comoviexpo Foto da capa: &#8220;Galeria portátil arte contemporânea em cápsulas &#8211; obras a um real&#8221;​​​​​​​ por Luana Lacerda (2018) &#8211; Acesse]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Esta exposição, curada por Anna Karina Bartolomeu, integrante do grupo Poéticas da Experiência, e também por Patrícia Azevedo, apresenta, nas palavras das curadoras, &#8220;um recorte da produção de Fotografia da Escola de Belas Artes da UFMG, um lugar de encontro de diferentes interesses, saberes e perfis, por compor a formação básica e complementar de diversos cursos de graduação da universidade. Foram selecionados trabalhos orientados por Patrícia Azevedo em disciplinas da área, obras que buscam provocar o pensamento sobre a fotografia e seus modos de funcionamento numa paisagem tomada pelas imagens, onde se adensam redes de comunicação, privadas ou públicas, múltiplos dispositivos e programas, além de teias de verdades e mentiras&#8221;.</p>



<p>Para mais informações, acesse: <a href="https://www.behance.net/comoviexpo">https://www.behance.net/comoviexpo</a></p>



<p><strong>Foto da capa:</strong> <em>&#8220;Galeria portátil arte contemporânea em cápsulas &#8211; obras a um real&#8221;​​​​​​​</em> por Luana Lacerda (2018) &#8211; <a href="https://www.behance.net/gallery/108431079/Como-viver-de-arte">Acesse</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2020/12/como-viver-de-arte-exposicao-com-curadoria-de-anna-karina-bartolomeu-e-patricia-azevedo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Revista Devires &#8211; Lançamento do Dossiê Temático &#8220;Cinema e Escritas de si&#8221;</title>
		<link>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2020/12/revista-devires-lancamento-do-dossie-tematico-cinema-e-escritas-de-si/</link>
					<comments>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2020/12/revista-devires-lancamento-do-dossie-tematico-cinema-e-escritas-de-si/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Poeticas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2020 13:47:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[escritas de si]]></category>
		<category><![CDATA[revista devires]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.poeticasdaexperiencia.org/?p=896</guid>

					<description><![CDATA[A Revista Devires &#8211; Cinema e Humanidades lança o dossiê temático &#8220;Cinema e Escritas de Si&#8221;, cuja motivação é discutir as formas através das quais o cinema autobiográfico &#8211; inscrito no regime documental e com seus diversos métodos de elaboração e encenação do eu &#8211; resiste como experiência de alteridade e convoca sua vocação política. Coordenado por Roberta Veiga, Carla Italiano e Ilana Feldman o dossiê aborda, a partir de diferentes dispositivos e contextos de autoinscrição no cinema, em artigos de autoras e autores do Brasil e de outros países, uma amostra modesta, mas confiante de que a escrita de si também é histórica. Para mais informações, acesse: https://issuu.com/revistadevires/docs/devires_cinema_e_escritas_de_si_v14_ffa898e26555fa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="http://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2020/12/cinema-escrita-de-si-devires-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="738" height="1024" src="http://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2020/12/cinema-escrita-de-si-devires-738x1024.jpg" alt="" class="wp-image-898" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2020/12/cinema-escrita-de-si-devires-738x1024.jpg 738w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2020/12/cinema-escrita-de-si-devires-216x300.jpg 216w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2020/12/cinema-escrita-de-si-devires-768x1066.jpg 768w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2020/12/cinema-escrita-de-si-devires-1106x1536.jpg 1106w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2020/12/cinema-escrita-de-si-devires-1475x2048.jpg 1475w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2020/12/cinema-escrita-de-si-devires-scaled.jpg 1844w" sizes="(max-width: 738px) 100vw, 738px" /></a></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p>A Revista Devires &#8211; Cinema e Humanidades lança o dossiê temático &#8220;Cinema e Escritas de Si&#8221;, cuja motivação é discutir as formas através das quais o cinema autobiográfico &#8211; inscrito no regime documental e com seus diversos métodos de elaboração e encenação do eu &#8211; resiste como experiência de alteridade e convoca sua vocação política. Coordenado por Roberta Veiga, Carla Italiano e Ilana Feldman o dossiê aborda, a partir de diferentes dispositivos e contextos de autoinscrição no cinema, em artigos de autoras e autores do Brasil e de outros países, uma amostra modesta, mas confiante de que a escrita de si também é histórica.</p>
</div>
</div>



<p>Para mais informações, acesse: <a href="https://issuu.com/revistadevires/docs/devires_cinema_e_escritas_de_si_v14_ffa898e26555fa">https://issuu.com/revistadevires/docs/devires_cinema_e_escritas_de_si_v14_ffa898e26555fa</a> </p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2020/12/revista-devires-lancamento-do-dossie-tematico-cinema-e-escritas-de-si/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Leona Vingativa: explicitamente política</title>
		<link>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2020/10/leona-vingativa-explicitamente-politica/</link>
					<comments>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2020/10/leona-vingativa-explicitamente-politica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Poeticas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2020 17:21:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curadorias]]></category>
		<category><![CDATA[Leona]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Vingativa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.poeticasdaexperiencia.org/?p=871</guid>

					<description><![CDATA[Frame do vídeo &#8220;Leona Assassina Vingativa no Congresso Nacional, de Victor de la Rocque (2014) Por Álvaro Andrade Se apenas recentemente Felipe Neto, a maior personalidade da internet brasileira, passou a usar sua popularidade para promover pautas progressistas em que acredita, desde 2012, quando tinha apenas 13 anos, a artista paraense Leona Vingativa já tentava fazer uso de sua visibilidade nas redes com esse objetivo. Logo, não é de se espantar que, nestas eleições de 2020, ela esteja concorrendo a uma vaga na câmara municipal de Belém, em uma candidatura coletiva. O momento não poderia ser mais oportuno para (re)ver e pensar algumas de suas aparições performáticas em vídeo que têm como alvo a política institucional. Todos lançados e disponíveis no YouTube, os primeiros vídeos são de 2012, e o último, deste ano, é a primeira peça audiovisual de sua campanha. O trabalho de Vingativa sempre foi carregado de política, principalmente de políticas do corpo, expressão com a qual me refiro, grosso modo, às relações que se estabelecem pela presença dos corpos nos espaços públicos, sejam estes reais ou virtuais. Para além da compreensão de que não há um fora na política, ainda mais especificamente, refiro-me à política que se dá pelo tensionamento que um corpo provoca ao frequentar, de modo subversivo, espaços regidos por normas hegemônicas. Já em Leona Assassina Vingativa (2009), vídeo com o qual ela inicia sua trajetória como pessoa pública, sua presença disruptiva salta aos olhos. Nele, Vingativa tem apenas 11 anos, é uma criança negra, de um bairro empobrecido de Belém (PA), e encarna, contracenando com o amigo adolescente Paulo Colucci (Aleijada Hipócrita), uma mulher poderosa num típico embate dos capítulos finais de uma telenovela. Leona Assassina Vingativa (2009) A paródia é precisa no texto e na estrutura dramática da cena, mas há algo que escapa. O cenário e o figurino são mínimos, quase inexistentes, expondo a condição real da vida de quem a atua. Enquanto fabulam outras existências possíveis, certa feminilidade é performada até explodir no corpo de Vingativa. A energia excede em muito o registro telenovelesco, para além inclusive da paródia, e ultrapassa também os limites da brincadeira infantil que origina a encenação. O campo é atravessado por risadas e outros elementos vindos do extracampo, como pessoas que aparecem de soslaio nos cantos do plano, e uma força parece pulsar entre ficção e realidade. Elas se divertem enquanto atuam, e o resultado é magnético e chocante. Sua vitalidade alegre, por um lado, e o realismo ruidoso da técnica, do cenário e da caracterização que expõem corpo e contexto, por outro, sugerem em negativo os limites das normas hegemônicas: sejam sociais, referentes ao gênero, ao lugar da infância, à classe etc; sejam do audiovisual, em sua assepsia impositiva, cristalizada e disfarçada como único padrão técnico aceitável. Tudo o que vira cinzas na radicalidade incendiária da performance. Nessa seleção que proponho, a política é também essa, porém potencializada por uma dobra. São vídeos explicitamente políticos porque se direcionam ao campo da política como o senso comum a reconhece &#8211; que envolve partidos, eleições, mandatos etc &#8211; e que aqui proponho chamarmos de &#8220;a política dos políticos&#8221;. Afinal de contas, em nosso país, o mundo da política institucional está tão ou mais sequestrado do que o das imagens pelo sujeito hegemônico (homem, branco, cis, de classes médias e altas). Para se ter uma ideia, olhando apenas para o gênero, o Brasil tem menos parlamentares mulheres do que 151 países. A presença performática de Vingativa nesses vídeos, portanto, encara um duplo embate, pois tenta agir em um meio ainda mais dominado pelo oponente. Esta paródia de Marcelo Adnet ilustra bem o modelo normativo ao qual me refiro. Marcelo Adnet &#8211; Propaganda eleitoral gratuita (2014) Como assim, uma assassina vingativa engajada politicamente em causas progressistas? Nos seis vídeos listados e comentados abaixo, em imagens e sons em que se permitem sombras e ruídos, a artista contrapõe a esse modelo asséptico (na linguagem) e ascético (na tentativa de construir a imagem de heróis humildes e livres de qualquer contradição, sombra ou opacidade), o erotismo e a sensualidade como principais potências. Como afirma Audre Lorde (1984): &#8220;Há tentativas frequentes de se equiparar a pornografia e o erotismo, dois usos diametralmente opostos do sexual. Por causa de tais tentativas, se tornou recorrente separar o espiritual (psíquico e emocional) do político, vê-los como contraditórios ou antitéticos. “Como assim, uma revolucionária poética, um traficante de armas que medita?”. Da mesma forma, temos tentado separar o espiritual do erótico, e assim temos reduzido o espiritual a um mundo de afetos insípidos, do asceta que deseja sentir o nada. Mas nada está mais distante da verdade. Porque a posição ascética é uma do mais grandioso medo, da mais extrema imobilidade&#8221;. Seus primeiros trabalhos explicitamente políticos são de 2012, quando a Vingativa era apenas uma adolescente. Em três pequenos vídeos, ela aparece apoiando a candidata a vereadora DJ Gadá. Os registros sugerem seu envolvimento precoce com a política, bem como uma compreensão de comunidade (no caso, a LGBTQIA+) que tem estado presente em boa parte de seu trabalho. A preocupação com o coletivo e com a representatividade é verbalizada por ela no terceiro vídeo: &#8220;Eu tô cansada de olhar na câmera e só ver héteros. Tá na hora de mudar&#8221;. Pelo viés do gênero, Vingativa chama a atenção para o sujeito dominante na política institucional e expressa o interesse de que grupos pelos quais se sente representada ocupem e transformem esses espaços, para que se possa ver a diferença. A mudança que ela tenta promover na câmara é prefigurada na imagem, que também difere do habitual. A luminosidade insípida comum aos vídeos de campanha, frequentemente gravados de dia, aqui é substituída pelas sombras noturnas. Simbolicamente, a assunção das sombras sugere um outro lugar de enunciação, que contrapõe à luz que esconde e controla uma penumbra que revela e permite. A mensagem verbal, porém, é direta e sublinhada pelo dedo indicador apontado a quem assiste. O gesto, que remete à iconografia hegemônica de convocação à luta]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="640" src="http://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2020/10/Leona-Vingativa_EP-04-1024x640.png" alt="" class="wp-image-877" srcset="https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2020/10/Leona-Vingativa_EP-04-1024x640.png 1024w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2020/10/Leona-Vingativa_EP-04-300x188.png 300w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2020/10/Leona-Vingativa_EP-04-768x480.png 768w, https://www.poeticasdaexperiencia.org/wp-content/uploads/2020/10/Leona-Vingativa_EP-04.png 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center has-small-font-size">Frame do vídeo &#8220;Leona Assassina Vingativa no Congresso Nacional, de Victor  de la Rocque (2014)</p>



<p>Por Álvaro Andrade</p>



<p>Se apenas recentemente Felipe Neto, a maior personalidade da internet brasileira, passou a usar sua popularidade para promover pautas progressistas em que acredita, desde 2012, quando tinha apenas 13 anos, a artista paraense Leona Vingativa já tentava fazer uso de sua visibilidade nas redes com esse objetivo. Logo, não é de se espantar que, nestas eleições de 2020, ela esteja concorrendo a uma vaga na câmara municipal de Belém, em uma candidatura coletiva. O momento não poderia ser mais oportuno para (re)ver e pensar algumas de suas aparições performáticas em vídeo que têm como alvo a política institucional. Todos lançados e disponíveis no YouTube, os primeiros vídeos são de 2012, e o último, deste ano, é a primeira peça audiovisual de sua campanha.</p>



<p>O trabalho de Vingativa sempre foi carregado de política, principalmente de políticas do corpo, expressão com a qual me refiro, grosso modo, às relações que se estabelecem pela presença dos corpos nos espaços públicos, sejam estes reais ou virtuais. Para além da compreensão de que não há um fora na política, ainda mais especificamente, refiro-me à política que se dá pelo tensionamento que um corpo provoca ao frequentar, de modo subversivo, espaços regidos por normas hegemônicas. Já em Leona Assassina Vingativa (2009), vídeo com o qual ela inicia sua trajetória como pessoa pública, sua presença disruptiva salta aos olhos. Nele, Vingativa tem apenas 11 anos, é uma criança negra, de um bairro empobrecido de Belém (PA), e encarna, contracenando com o amigo adolescente Paulo Colucci (Aleijada Hipócrita), uma mulher poderosa num típico embate dos capítulos finais de uma telenovela.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Leona - a assassina vingativa!" width="1290" height="968" src="https://www.youtube.com/embed/dswHQa09RZg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="has-text-align-center has-small-font-size">Leona Assassina Vingativa (2009)</p>



<p>A paródia é precisa no texto e na estrutura dramática da cena, mas há algo que escapa. O cenário e o figurino são mínimos, quase inexistentes, expondo a condição real da vida de quem a atua. Enquanto fabulam outras existências possíveis, certa feminilidade é performada até explodir no corpo de Vingativa. A energia excede em muito o registro telenovelesco, para além inclusive da paródia, e ultrapassa também os limites da brincadeira infantil que origina a encenação. O campo é atravessado por risadas e outros elementos vindos do extracampo, como pessoas que aparecem de soslaio nos cantos do plano, e uma força parece pulsar entre ficção e realidade. Elas se divertem enquanto atuam, e o resultado é magnético e chocante. Sua vitalidade alegre, por um lado, e o realismo ruidoso da técnica, do cenário e da caracterização que expõem corpo e contexto, por outro, sugerem em negativo os limites das normas hegemônicas: sejam sociais, referentes ao gênero, ao lugar da infância, à classe etc; sejam do audiovisual, em sua assepsia impositiva, cristalizada e disfarçada como único padrão técnico aceitável. Tudo o que vira cinzas na radicalidade incendiária da performance.</p>



<p>Nessa seleção que proponho, a política é também essa, porém potencializada por uma dobra. São vídeos <strong>explicitamente políticos</strong> porque se direcionam ao campo da política como o senso comum a reconhece &#8211; que envolve partidos, eleições, mandatos etc &#8211; e que aqui proponho chamarmos de &#8220;a política d<strong>o</strong>s polític<strong>o</strong>s&#8221;. Afinal de contas, em nosso país, o mundo da política institucional está tão ou mais sequestrado do que o das imagens pelo sujeito hegemônico (homem, branco, cis, de classes médias e altas). Para se ter uma ideia, olhando apenas para o gênero, <a rel="noreferrer noopener" href="https://oglobo.globo.com/sociedade/brasil-tem-menos-parlamentares-mulheres-do-que-151-paises-22462336" target="_blank">o Brasil tem menos parlamentares mulheres do que 151 países</a>. A presença performática de Vingativa nesses vídeos, portanto, encara um duplo embate, pois tenta agir em um meio ainda mais dominado pelo oponente. Esta paródia de Marcelo Adnet ilustra bem o modelo normativo ao qual me refiro.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Propaganda eleitoral gratuita - Adnet" width="1290" height="726" src="https://www.youtube.com/embed/1Hb3uLDgfbI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="has-text-align-center has-small-font-size">Marcelo Adnet &#8211; Propaganda eleitoral gratuita (2014)</p>



<p><strong>Como assim, uma assassina vingativa engajada politicamente em causas progressistas?</strong></p>



<p>Nos seis vídeos listados e comentados abaixo, em imagens e sons em que se permitem sombras e ruídos, a artista contrapõe a esse modelo asséptico (na linguagem) e ascético (na tentativa de construir a imagem de heróis humildes e livres de qualquer contradição, sombra ou opacidade), o erotismo e a sensualidade como principais potências. Como afirma Audre Lorde (1984):</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%"></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p class="has-text-align-right" style="font-size:14px">&#8220;Há tentativas frequentes de se equiparar a pornografia e o erotismo, dois usos diametralmente opostos do sexual. Por causa de tais tentativas, se tornou recorrente separar o espiritual (psíquico e emocional) do político, vê-los como contraditórios ou antitéticos. “Como assim, uma revolucionária poética, um traficante de armas que medita?”. Da mesma forma, temos tentado separar o espiritual do erótico, e assim temos reduzido o espiritual a um mundo de afetos insípidos, do asceta que deseja sentir o nada. Mas nada está mais distante da verdade. Porque a posição ascética é uma do mais grandioso medo, da mais extrema imobilidade&#8221;.</p>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-left" style="font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.078), 15px);px">Seus primeiros trabalhos explicitamente políticos são de 2012, quando a Vingativa era apenas uma adolescente. Em três pequenos vídeos, ela aparece apoiando a candidata a vereadora DJ Gadá. Os registros sugerem seu envolvimento precoce com a política, bem como uma compreensão de comunidade (no caso, a LGBTQIA+) que tem estado presente em boa parte de seu trabalho. A preocupação com o coletivo e com a representatividade é verbalizada por ela no terceiro vídeo: &#8220;Eu tô cansada de olhar na câmera e só ver héteros. Tá na hora de mudar&#8221;. Pelo viés do gênero, Vingativa chama a atenção para o sujeito dominante na política institucional e expressa o interesse de que grupos pelos quais se sente representada ocupem e transformem esses espaços, para que se possa ver a diferença.</p>



<p>A mudança que ela tenta promover na câmara é prefigurada na imagem, que também difere do habitual. A luminosidade insípida comum aos vídeos de campanha, frequentemente gravados de dia, aqui é substituída pelas sombras noturnas. Simbolicamente, a assunção das sombras sugere um outro lugar de enunciação, que contrapõe à luz que esconde e controla uma penumbra que revela e permite. A mensagem verbal, porém, é direta e sublinhada pelo dedo indicador apontado a quem assiste. O gesto, que remete à iconografia hegemônica de convocação à luta e é lembrado sobretudo na figura inquisidora do Tio Sam (I want you!), nestes vídeos deixa de servir à violência heroica e patriarcal ao ser apropriado e atualizado por uma jovem de convicções democráticas, que nos convoca a &#8220;eleger a primeira lésbica vereadora em Belém”, como se lê na descrição do YouTube.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Leonna Assassina e Vingativa Eleições 1" width="1290" height="968" src="https://www.youtube.com/embed/DZXdblZnAg8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="LEONNA ASSASSINA E VINGATIVA ELEIÇÕES 2" width="1290" height="968" src="https://www.youtube.com/embed/Q3553W2EbCI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="LEONNA ASSASSINA E VINGATIVA ELEIÇÕES 3" width="1290" height="968" src="https://www.youtube.com/embed/EoiGOo8X0k8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="has-text-align-center has-small-font-size">Leonna Assassina e Vingativa Eleições (2012)</p>



<p>Vingativa volta a se dirigir explicitamente ao campo da política institucional em dois vídeos de 2014. Em &#8220;Leona nas eleições &#8211; eu não vou pagar essa conta&#8221;, ela faz um &#8220;gato&#8221; de energia com a justificativa de que Simão Jatene, governador do Pará à época e candidato à reeleição pelo PSDB, &#8220;vendeu a Celpa [Centrais Elétricas do Pará] por 400 milhões, e a energia subiu 34%&#8221;. A malandragem surge como sabedoria contra-hegemônica, uma contravenção para se esquivar de um processo privatista que encarece sobretudo a vida de quem, como ela, vive em áreas precarizadas. Mais uma vez, enquanto a imagem é ruidosa e a postura bem-humorada, os dados são precisos e a mensagem é direta e se expressa desde o título.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://youtu.be/JEhtLgA4Tlo
</div></figure>



<p class="has-text-align-center has-small-font-size">Leona nas eleições &#8211; eu não vou pagar essa conta (2014)</p>



<p>Em &#8220;Leona Assassina Vingativa no Congresso Nacional&#8221;, por sua vez, assistimos ao desbunde do corpo no espaço &#8220;sagrado&#8221; e asséptico de Brasília. O vídeo começa parodiando nos créditos iniciais a grandiloquência da política dos políticos, até que a ópera Il Guarany, de Carlos Gomes, some em fade out para a entrada da dançante Frescáh no Círio, de Vingativa. Ela e Colucci chegam com as imagens e instauram a política do corpo livre, sensual e místico: a chuva que cai é a de Belém, fazendo do gramado do Congresso uma continuação de sua Av. Brasil, no bairro do Jurunas. Água, corpo e palavra conectam os espaços, enquanto elas dançam, se jogam e se divertem declarando amor e apoio a Dilma, a quem se dirigem aos gritos como &#8220;Afrodite&#8221;, &#8220;deusa do amor&#8221;, e alguém que não é &#8220;contra as bichas, é a favor&#8221;.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%"></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p class="has-text-align-right" style="font-size:14px">&#8220;A dicotomia entre o espiritual e o político é igualmente falsa, resultante de uma atenção displicente de nosso conhecimento erótico. Porque a ponte que os conecta é formada pelo erótico – o sensual –, aquelas expressões físicas, emocionais e psíquicas do que há de mais profundo e forte e farto dentro de cada uma de nós, a ser compartilhado: as paixões do amor, em seus mais fundos significados.&#8221; (LORDE, 1984)</p>
</div>
</div>



<p>Dita para a câmera com alegria e deboche, a mensagem é ao mesmo tempo engraçada, contundente e séria. Ao ressaltar que o apoio não se deve ao Bolsa Família, pois &#8220;existem outros valores&#8221;, explicitam ainda a consciência de como certa elite avalia o voto de esquerda das camadas precarizadas.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Leona Assassina Vingativa no Congresso Nacional" width="1290" height="726" src="https://www.youtube.com/embed/X0OjNkc7dr4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="has-text-align-center has-small-font-size">Leona Assassina Vingativa no Congresso Nacional (2014)</p>



<p>No vídeo deste ano, &#8220;Lançamento da Pré-candidatura Bancada Delas à Câmara de Vereadoras/es de Belém&#8221; (2020), é Vingativa quem está candidata. A estética alia certos aspectos da linguagem padrão da propaganda política, com o uso de drone, da câmera lenta, dos espaços abertos e bem iluminados e de trilha sonora reflexiva. Porém não se pode desprezar a relação entre corpos, lugares e discursos veiculados. Candidatas pelo PCdoB, a socióloga Eliana Silva, a ativista Victoria Santos e a sindicalista Roze Mafra falam de sua origem periférica e de sua luta política dentro das instituições, enquanto caminham por lugares que representam suas trajetórias. Silva, que é presidente da União da Juventude Socialista (UJS-PA), e está na universidade pública; Santos, do Movimento Feminino de Arquibancada (MFA-PA), em um estádio de futebol; já Mafra, presidente do Sindicato das Trabalhadoras/es Domésticas do Pará (SINTDAC-PA), caminha pelo centro da cidade. Esta terceira escolha de cenário é importante, pois desloca a trabalhadora doméstica do espaço privado da casa para o espaço público da rua, lugar por excelência da política no sentido aqui proposto.</p>



<p>Em um trecho de sua fala, o que Silva diz se conecta com o que as imagens tentam construir nessa relação corpo x espaço: &#8220;entendemos que ocupar a política é uma necessidade&#8221;. A compreensão de que ocupar a política é ocupar os espaços contém em si a importância da visibilidade pública e, logo, também das imagens. Nesse sentido, ao dar a ver mulheres periféricas ocupando com serena altivez lugares que a princípio repelem sua presença como protagonistas, o vídeo não opera uma mera replicação de normas. Ele incorpora a linguagem padrão e a subverte a seu favor, e não o contrário.&nbsp;Ocupar os espaços mas também as formas do audiovisual hegemônico com corpos e discursos não habituais, postos em cena em suas singularidades, subverte expectativas. Não por acaso, meu olhar viciado pelas normas, ciente de que se tratava de uma candidatura de mulheres, estranhou à primeira vista o uso da imagem imponente do monumental estádio Mangueirão, para então ser desarmado pela narração de Victoria Santos a respeito de sua luta política como líder de torcida. Preconceitos são criados pela hegemonia através dessa moldagem de expectativas, e quebrá-las é um modo de fazer política com as imagens.</p>



<p>Por fim, é a vez de Leona entrar em cena. O sobrenome Vingativa foi suprimido do material de campanha, talvez por suporem que sua conotação negativa seria inadequada ao marketing da política institucional. A entrada da artista na política dos políticos, afinal, não se daria sem tensionar ambos lados. Em seu discurso, estão presentes preocupações já cantadas em sua obra musical, temas que dialogam e outros que passam ao largo de uma identificação mais evidente: a preservação do meio ambiente e o estímulo do uso de preservativos, a necessidade de cuidar da população idosa e a defesa da vida de pessoas trans. Enquanto as demais candidatas caminham plácidas, Leona, de vestido amarelo esvoaçante e com um enorme leque na mão, desfila com passos firmes. No Jurunas, bairro onde nasceu e se criou, ela cumprimenta e tira fotos com mulheres e crianças nas portas de suas casas, são vizinhas e fãs. Tal qual no vídeo de 2012, emblematicamente, também é noite. Como uma gata parda, Leona segue infiltrando-se no mundo das imagens hegemônicas, despindo-se de rótulos e remodelando horizontes.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Lançamento da Pré-candidatura Bancada Delas à Câmara de Vereadoras/es de Belém" width="1290" height="726" src="https://www.youtube.com/embed/NI-sZg0SGkI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="has-text-align-center has-small-font-size">Lançamento da Pré-candidatura Bancada Delas à Câmara de Vereadoras/es de Belém (2020)</p>



<p style="font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.078), 15px);px">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p>



<p style="font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.078), 15px);px">ALVES, Á. A. A liberdade de Vingativa: performance, performatividade e gesto. 146p. Dissertação de Mestrado em Comunicação Social. PPGCOM/UFMG. Belo Horizonte, 2019.</p>



<p style="font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.078), 15px);px">BUTLER, Judith. Vida precaria: el poder del duelo y la violencia 306 &#8211; la ed. &#8211; Buenos Aires : Paidós, 2006.</p>



<p style="font-size:clamp(14px, 0.875rem + ((1vw - 3.2px) * 0.078), 15px);px">LORDE, Audre. Use Of the erotic: The erotic as power. Tradução: Tatiana Nascimento &nbsp;In: Sister Outsider: essays and speeches. 1 ed. New York: The Crossing Press Feminist Series, 1984. p. 53 – 59</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.poeticasdaexperiencia.org/2020/10/leona-vingativa-explicitamente-politica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
